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IBMorumbi - Sermo - Srie Descobertas

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O DEUS QUE PERDOA - Pr. Paulo Moreira Filho

Gnesis 3


SRIE: DESCOBERTAS Uma viso de Deus atravs do Antigo Testamento
 
 
A ARMAO (Gnesis 3.1-5)

(1) Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o SENHOR Deus tinha feito. E ela perguntou mulher: Foi isto mesmo que Deus disse: No comam de nenhum fruto das rvores do jardim? (2) Respondeu a mulher serpente: Podemos comer do fruto das rvores do jardim, (3) mas Deus disse: No comam do fruto da rvore que est no meio do jardim, nem toquem nele; do contrrio vocs morrero . (4) Disse a serpente mulher: Certamente no morrero! (5) Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abriro, e vocs, como Deusa , sero conhecedores do bem e do mal.
 
A AMBIO (Gnesis 3.6-13)

(6) Quando a mulher viu que a rvore parecia agradvel ao paladar, era atraente aos olhos e, alm disso, desejvel para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu tambm. (7) Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; ento juntaram folhas de figueira para cobrir-se. (8) Ouvindo o homem e sua mulher os passos do SENHOR Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presena do SENHOR Deus entre as rvores do jardim. (9) Mas o SENHOR Deus chamou o homem, perguntando: Onde est voc? (10) E ele respondeu: Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi. (11) E Deus perguntou: Quem lhe disse que voc estava nu? Voc comeu do fruto da rvore da qual lhe proibi comer? (12) Disse o homem: Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da rvore, e eu comi. (13) O SENHOR Deus perguntou ento mulher: Que foi que voc fez? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.
 
A AVARIA (Gnesis 3.14-24)

(14) Ento o SENHOR Deus declarou serpente: Uma vez que voc fez isso, maldita voc entre todos os rebanhos domsticos e entre todos os animais selvagens! Sobre o seu ventre voc rastejar, e p comer todos os dias da sua vida. (15) Porei inimizade entre voc e a mulher, entre a sua descendncia e o descendente dela; este lhe ferir a cabea, e voc lhe ferir o calcanhar. (16) mulher, ele declarou: Multiplicarei grandemente o seu sofrimento na gravidez; com sofrimento voc dar luz filhos. Seu desejo ser para o seu marido, e ele a dominar. (17) E ao homem declarou: Visto que voc deu ouvidos sua mulher e comeu do fruto da rvore da qual eu lhe ordenara que no comesse, maldita a terra por sua causa; com sofrimento voc se alimentar dela todos os dias da sua vida. (18) Ela lhe dar espinhos e ervas daninhas, e voc ter que alimentar-se das plantas do campo. (19) Com o suor do seu rosto voc comer o seu po, at que volte terra, visto que dela foi tirado; porque voc p, e ao p voltar. (20) Ado deu sua mulher o nome de Eva, pois ela seria me de toda a humanidade. (21) O SENHOR Deus fez roupas de pele e com elas vestiu Ado e sua mulher. (22) Ento disse o SENHOR Deus: Agora o homem se tornou como um de ns, conhecendo o bem e o mal. No se deve, pois, permitir que ele tome tambm do fruto da rvore da vida e o coma, e viva para sempre. (23) Por isso o SENHOR Deus o mandou embora do jardim do den para cultivar o solo do qual fora tirado. (24) Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do den querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a rvore da vida.
 

A. TRS ESTGIOS DA QUEDA
A ARMAO (Gn 3.1-5) verdade torcida (tentao de Satans)
 
Pergunta sutil (Gn 3.1): Foi isso mesmo que Deus disse? No comam de nenhum fruto? A tentao da serpente (Satans) comea com um pergunta sutil que introduz uma dvida em relao palavra de Deus: Nenhum fruto? Deus havia proibido apenas o fruto da rvore do conhecimento do bem e do mal. A tentao visa atrair nosso interesse para o est fora do limite estabelecido por Deus. Gratido reconhecer as bnos j recebidas e glorificar a Deus por elas. Tantas rvores e tantas frutas, todas boas e permitidas. Mas os coraes de Eva e Ado foram atrados para fora da gratido e para dentro da insatisfao. E isto abriu a porta para o pecado.
 
Contradio aberta (Gn 3.4-5): Certamente no morrero! ...vocs, como Deus,sero conhecedores do bem o do mal. A armadilha j estava armada e o gatilho foi uma mentira direta na forma de contestao aberta e enftica da palavra de Deus: Certamente no morrero! Dialogar com o tentador muito perigoso, pois o leo se aproxima com a nica inteno de devorar a sua vtima (1Pe 5.8). A instruo bblica resistir a ele e no lhe dar ouvidos (Tg 4.7). A porta da gaiola se fechou quando Eva acreditou que o Criador lhes havia privado de conhecer o bem e o mal. De repente, ser semelhante a Deus tornou-se insuficiente luz da possibilidade de ser como Deus.
A AMBIO (Gn 3.6-13) olho gordo (a cobia de Ado e Eva)
 
Imprio dos sentidos: ...agradvel ao paladar, atraente aos olhos, desejvel para dela se obter discernimento... O apstolo Joo ensinou que a cobia da carne, a cobia dos olhos e a ostentao dos bens no provm do Pai, mas do mundo. E advertiu: No amem o mundo nem o que nele h (1Jo 2.15-17). A cobia aparece em seus trs sentidos principais: prazer (paladar, carne), imaginao (olhos) e poder (obter discernimento, ostentao dos bens). Nossos primeiros pais cederam cobia quando escolheram amar o mundo mais do que a Deus. Esta inverso de valores espirituais trouxe uma conseqncia trgica para toda a humanidade: sem exceo, todos os descendentes naturais de Ado e Eva amam o mundo mais do que a Deus.
 
As perguntas de Deus: Onde est voc? Quem lhe disse...? Voc comeu...?Que foi que voc fez? A iniciativa do Criador de caminhar na direo da criatura humana persiste mesmo aps a desobedincia do casal. Isto reala de forma notvel a grandeza do amor de Deus: ele buscou, ele perguntou, ele confrontou, ele proveu, ele limitou, ele prometeu. A histria humana no acabou na Queda. Foi exatamente naquele ponto que ela teve a sua continuidade afirmada por Deus.
 
A AVARIA (Gn 3.14-24) maldio e sofrimento

Estas duas palavras, repetidas no texto bblico, revelam o estrago e as conseqncias dramticas nas relaes internas do ecossistema original em decorrncia da desobedincia de Ado e Eva:
 
A serpente e a mulher inimizade, ruptura na criao (cf. Rm 8.19-22);
 
A mulher e o marido dor no parto; relao disfuncional com o marido, de correspondente a subserviente (cp Gn 2.18 e 3.16);
 
O homem e a terra relao de hostilidade mtua: a terra produzindo espinhos e ervas daninhas e o homem brigando com a terra para se alimentar (Gn 3.17-18).

B. TRS PROVISES DO CRIADOR
Um Amor Inesgotvel Gn 3.8,21
 
Graa comum: presena e proteo. O passeio de Deus no Jardim do den ao entardecer do fatdico dia da queda demonstra o inesgotvel amor de Deus. Seu cuidado ao fazer roupas de peles para o casal, agora vulnervel por causa do pecado, aponta para uma fidelidade que durar para sempre. Jesus referiu-se a essa graa comum na expresso ele [Deus] faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos (Mt 5.45). E aquele que se fez carne est presente no universo sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa (Hb 1.3).
 
Uma Promessa Irrevogvel Gn 3.15: o descendente dela... lhe ferir a cabea
 
Graa salvadora: o descendente vencedor foi prometido mulher no den. Foi um anncio quase cifrado, cujo entendimento pleno veio luz com Cristo: quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher (Gl 4.4). A graa de Deus se manifestou salvadora (Tt 2.11). Ele nos perdoou todas as transgresses, e cancelou a escrita de dvida, que consistia em ordenanas, e que nos era contrria. Ele a removeu, pregando-a na cruz, e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetculo pblico, triunfando sobre eles na cruz (Cl 2.13-15). Ou seja: nossa dvida foi perdoada e o inimigo foi despojado do poder que exercia sobre ns por meio do pecado e da morte.
 
Um Limite Inegocivel Gn 3.19,21: voc p, e ao p voltar
 
A morte o ltimo inimigo a ser destrudo (1Co 15.26), disse o apstolo Paulo. Ela nossa inimiga enquanto castigo pelo pecado. Mas a mesma morte imposta ao homem serve de barreira protetora e introduz um elemento de esperana, por causa de Cristo. Se no morrssemos, todos ns estaramos destinados a um estado de pecado eterno. Esse foi o sentido da expulso do den: No se deve... permitir que ele tome tambm do fruto da rvore da vida e o coma, e viva para sempre (Gn 3.22). A morte de cada s uma questo de quando. E nossa completa impotncia diante dela um poderoso lembrete da necessidade de salvao. S quem morre e ressuscita com Cristo experimenta paz com Deus. Sua morte eterna substituda pela justia de Cristo e por uma vida nova e abundante (Rm 5.12-21; 2Co 5.14-6.1).
 
C. PELO AMOR E PELA DOR concluses
A criao revela um Deus que ama intensamente os seres humanos: criou-os sua imagem e semelhana; proveu-lhes um habitat perfeito e adequado; deu-lhes autoridade e domnio sobre a criao; ordenou-lhes fecundidade e ocupao do espao-mundo; em resumo, Deus os abenoou!
 
A queda revela um Deus que continua amando os seres humanos que criou apesar de sua falncia moral: tomou a iniciativa de busc-los no esconderijo do pecado; confrontou a sua desobedincia e imps conseqncias e limites; e introduziu esperana da vitria sobre o mal por meio de uma promessa.
 
Deus perdoa! Mas o caminho de volta ao Pai pode ser tanto pelo amor, quanto pela dor. A criao fala do amor do Criador, a queda introduz a dor do pecado, mas o mesmo Deus que criou, tambm perdoa. Sua perfeio e santidade no o afastam eternamente de ns, porque a morte de seu filho Jesus Cristo oferece reconciliao e paz, bem como vitria sobre o mal.
 
Pr. Paulo Moreira Filho



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  • Marluce, enviou quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
    Como sempre, Deus me abenoa com sua vida e sermes. Sou sua filha espiritual, e hoje estou em Portugal, pra abenoar povo e nao com o que o Senhor me deu atravs de vc e do Seminrio Palavra da Vida. Aleluia por vc existir! Bjs!

    Jefferson, enviou quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
    Querido Pr Lisneas, sou grandemente abenoado pelos seus sermes, fiquei feliz de encontr-los novamente divulgados. Que Deus o fortalea para continuar a prepar-los com tanta uno.

    Marcus Vinicius, enviou tera-feira, 30 de abril de 2013
    Pastor Paulo Moreira a paz do senhor. Li o seu estudo e gostei.

    Domiciniano, enviou tera-feira, 22 de outubro de 2013
    Quero agradecer a Deus pela vida destes servos de Deus que tem me abenoado comestes artigos maravilhosos!

    LIJ6EdgAwnLV, enviou segunda-feira, 3 de maro de 2014
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    Josu, enviou domingo, 1 de junho de 2014
    Belo sermo! Deus sempre est a perdoar.


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